CTTU alerta: para uma folia segura e consciente, nada de misturar álcool e condução de veículos

05.02.26 - 12H11
Foto: Josenildo Gomes/CTTU

Foto: Josenildo Gomes/CTTU
 

OMS mostra que o risco de sinistros cresce a partir de uma taça de vinho e pode ser até cinco vezes maior com duas a três latas de cerveja em curto período, chegando a mais de 140 vezes em níveis elevados. Entre motociclistas, a alcoolemia acima de 0,05 g/100 ml, equivalente a uma taça de champanhe, pode elevar o risco em até 40 vezes


Com o consumo de álcool mais elevado durante o Carnaval, é essencial que a folia seja curtida de forma consciente: quem for beber não deve dirigir. Para garantir deslocamentos seguros, a CTTU reforça alternativas de transporte até os principais polos carnavalescos, como o Expresso da Folia e áreas específicas para embarque e desembarque de quem usa carros por aplicativo ou táxi.

O consumo de álcool provoca alterações fisiológicas imediatas que comprometem a capacidade de condução segura. A substância atua no cérebro, afetando funções fundamentais como visão, vigilância e reflexos. Mesmo em níveis baixos de concentração de álcool no sangue, entre 0,01 e 0,05 g/100 ml, o condutor já apresenta redução da capacidade de discernimento, perda de inibição e leve euforia, fatores que contribuem para comportamentos inseguros. À medida que a alcoolemia aumenta, o risco de envolvimento em sinistros cresce de forma exponencial.

Estudos da OMS indicam que o risco de um sinistro começa a subir significativamente a partir de 0,04 g/dl. Com uma concentração de 0,10 g/100 ml, o risco é cerca de cinco vezes superior ao de um condutor sóbrio. Já com 0,24 g/100 ml, esse risco pode ser mais de 140 vezes maior. Para motociclistas, uma alcoolemia superior a 0,05 g/100 ml pode elevar o risco de ocorrência em até 40 vezes. Além disso, o álcool provoca entorpecimento fisiológico, redução da força muscular e diminuição da paciência, fatores que são essenciais para a habilidade de resposta em situações críticas.

“O álcool é um dos principais fatores de risco no trânsito e sua combinação com o excesso de velocidade eleva a necessidade de cuidados com a segurança viária. No Carnaval é necessário maior atenção e responsabilidade na condução dos veículos e das motocicletas devido ao grande fluxo de pessoas em locais de folia. Mais do que consciência e respeito à vida, a preservação de todos exige escolhas seguras. Por isso, reforçamos estrategicamente as oportunidades de transportes de vários tipos, garantindo que o cidadão tenha alternativa para se deslocar com segurança e não precise dirigir após consumir bebidas alcoólicas”, destaca a presidente da CTTU, Taciana Ferreira.

O perigo do álcool não está restrito à perda de coordenação motora, mas também às alterações comportamentais que ele induz. A perda de inibição e a falsa sensação de confiança levam o condutor a assumir outros comportamentos de alto risco, frequentemente associados ao excesso de velocidade e ao não uso do cinto de segurança ou do capacete. Sinistros relacionados ao consumo de álcool costumam envolver veículos em alta velocidade, que saem da pista ou colidem contra objetos fixos.

Além de causar sinistros, o álcool complica o atendimento médico, mascara traumas e reage com anestésicos. Isso torna as lesões mais graves e eleva o risco de morte em comparação a condutores sóbrios. Estatísticas apontam que o álcool é um fator determinante em uma parcela significativa das mortes no trânsito em todo o mundo. Em países de média e baixa renda, estudos indicam que entre 33% e 69% dos condutores mortos estavam sob efeito de álcool.

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